segunda-feira, janeiro 29, 2007

Será que tenho força de sair de minha alma e com minha voz traduzir o que a música representa?
Será que me entrego a esse dom e com ele consigo tocar as pessoas?
Será que sou apenas uma voz sem vida, fria e sem âmago?
Sei que a entrega ao que chamamos de tradução da alma em decibéis é o mais importante. Pouco importa se desafino, se perco o ritmo, pouco importa se é valsa, samba ou bossa. O que importa é que isso me dê vida, me eleve, me emocione, me ilumine....
Isso para mim é a música, é o meu canto, é o meu ser. (Flávio de Moraes)
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sábado, janeiro 20, 2007

La carte du jour

Termes Clés: Air du Feu; intensité, amour florissant, creativité intuitive; de l'obscurité à la lumière.
Remarque:
Tu as tout ce dont tu as besoin! Ne te laisse pas brimer, ni même freiner dans ton élan! La vie t'ouvre les bras. Aie foi en tes possibilités creatrices illimitées!
Question: Quelles nouvelles expériences est-tu prêt à faire?
Suggestion:
Ouvres les bras et respire profondement!
Affirmation:
J'aime la vie et la vie me le rend. Posted by Picasa

quinta-feira, janeiro 18, 2007


O amor, a arte e o feminino: Frida Khalo


Sublinhou André Breton (1938) em Lê surréalisme at la peinture definindo que a arte de Frida Kahlo de Rivera é um laço de fita em torno de uma bomba e ela mesma se define ( )yo soy la desintegración...( ) escrito em um dos seus desenhos de seu Diário. Frida Kahlo foi, em verdade, uma mulher que despertou amor e ódio, admiração e inveja de homens e mulheres. Paixão em alguns dos mais importantes personagens de seu tempo como Diego Rivera, Leon Trosty e André Breton. A vida amorosa de Frida com Diego Rivera, pintor mexicano muralista e seu marido se caracterizou por situações de ruptura, sofrimento, dor e paixão.


Frida Kahlo, artista plástica mexicana, de Coyoacán, México. Uma revolucionária e libertária. Sobressaiu-se ao lado das vanguardas, principalmente do surrealismo. Seu legado mostra à civilização sua sensibilidade ainda hoje. Filha de um fotógrafo judeu-alemão e uma mestiça
mexicana, sua vida sempre foi marcada por grandes tragédias e grandes angústias; aos seis anos contraiu poliomielite e permaneceu um longo tempo de cama. Recuperou-se, mas sua perna direita ficou afetada. Teve de conviver com um pé atrofiado e uma perna mais fina que a outra.
Quando pode assimilar melhor essa deficiência, o ônibus em que estava chocou-se contra um bonde. Ela sofreu múltiplas fraturas e uma barra de ferro atravessou-a entrando pela bacia e saindo pela vagina. Começou a pintar durante a convalescença, quando a mãe pendurou um espelho em cima de sua cama.
O encontro com Diego Riveras resultou em casamento em 1929. Ele foi o pintor mexicano mais importante do século 20 e fez parte do movimento muralista, que defendia a arte acessível.Rivera, ajudou Frida a revelar-se como artista. A paixão de Frida por Diego é circunscrita numa relação amorosa bastante tumultuada: (...) eu o amo mais que a minha própria pele (...)
Podemos observar através dos seus quadros algo a mais, suplementar que refletia o momento pelo qual passava e, embora fossem bastante fortes , não eram surrealistas: Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei minha própria realidade .
Ela se fez representar publicamente. Pintou seu próprio rosto em muitos quadros que produziu. Notabilizou-se como artista plástica. Circunscreveu sua dor, através da arte.
Deixa nas páginas desse diário o produto do diálogo solitário que entretinha consigo mesma, seus gritos de dor, suas confissões amorosas a Diego Rivera, o amor permanente em meio a tantas outras experiências amorosas que não se impediu de ter. Por aí podemos refletir sobre a dor de Frida: algo devastado e naturalmente, sem limites. Vemos no seu sofrimento, a outra face do amor.
Sua obra a faz existir e persistir. São ao todo cerca de 70 gravuras coloridas -
desenhos, cartas, auto-retratos que nos levam a conhecer o processo criativo da artista e o modo original de falar das vicissitudes de sua vida. O interessante é que em todas estas referências, construídas de palavras, desenhos e cores, observam um retrato belo e tão bem delineado pela criação singular de sua experiência sofrida traduzida em humor, e em cores vivas e exuberantes. Frida se constitui, uma marca singular. Por aí, vemos em suas obras de arte o quanto esta inscrição feminizou esta personagem da história mexicana que pulsou em carne viva alcançando uma identidade própria. Por intermédio da arte Frida Kahlo fez o seu sofrimento mais suportável . Além disso, se tornou imortal.




















Através da história de Frida podemos fazer várias interrogações sobre a vida amorosa. Que lugar dar ao homem em sua vida, sem fazer dele a sustentação de sua existência? Como se identificar imaginariamente com o desejo dele? Estas são perguntas que se colocam para muitas mulheres.

terça-feira, janeiro 16, 2007

O mundo está precisando de um divã.
É incrível como as pessoas se queixam de depressão. Este é o mal do século. Está faltando mais contato humano, mais conversas amigas, mais contato com a natureza. Tudo nestes tempos atuais é feito para se ficar só. Computador, por exemplo, é uma mera ilusão de que se está no msn com alguém. Estamos falando com um "ser" muitas vezes desconhecido que pode muito bem ter inventado um belo personagem. O momento atual é feito de farsas. Fantasias irreais que por algum tempo nos motivam e nos alimentam, mas chega uma hora que tudo isso satura e você vê que está só num universo minado de seres humanos buscando alguma coisa que nem eles próprios sabem o que é.
Os consultórios alternativos e terapêuticos estão repletos de gente, na ânsia de encontrar um objetivo na vida. Para onde ir? Onde chegar? O que fazer? Como ter paz? Ninguém sabe as respostas.

O grande problema é que as pessoas não conseguem suportar a solidão. Elas não conseguem conviver com elas mesmas. Não se suportam. Não tem prazer nem amor próprio e isso leva a "tal depressão".
Então começamos a preencher o tempo com mil atividades paralelas na ânsia de esquecer a "depre", mas ela está lá. A gente somente tenta disfarçar, então nos damos conta que ela nos envolveu como uma mancha negra. Quando nos damos conta somos a própria mancha personificada, então partimos para as terapias ou para os anti-depressivos, os quais costumo chamar de "to be happy". Que maravilha! Tudo mudou, o mundo está cor de rosa e nós cada vez mais dependentes deste mundo cor de rosa proporcionados pelos "to be happy".
Será que vale a pena tudo isso?
Haverá certamente uma outra alternativa da gente limpar essa mancha negra, talvez com a nova marca de detergente que chegou no mercado.
É melhor nos apressarmos e compramos logo. Com tanta gente deprê por aí vai acabar não sobrando para nós.
(Flávio de Moraes)Posted by Picasa

domingo, janeiro 07, 2007

Na música os metrônomos marcam o ritmo junto com o contra-ritmo, que é invisível. E no meio está o sentido de tudo...
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sábado, janeiro 06, 2007

Concluindo etapas, encerrando ciclos

É importante, sempre, saber quando termina uma etapa da vida. Se você insiste em permanecer nela, além do tempo necessário, perderá a alegria e o sentido de tudo o mais. Encerrando ciclos, fechando portas, ou encerrando capítulos, como queira chamar, o importante é poder encerrá-los, deixando ir momentos da vida que se concluíram.

Terminou o seu trabalho? Acabou a sua relação com o parceiro? Você já não vive mais numa determinada casa? Deve fazer uma viagem? A amizade com alguém terminou? Roubaram você em sua casa? Morreu um ente querido? Quebrou ou estragou um objeto de estimação? Você descobriu que o mentor espiritual que seguia era uma fraude?

Você pode passar muito tempo do seu presente remoendo os porquês, tentando devolver a cacetada que levou ou mesmo procurando entender porque aconteceu tal fato em sua vida. O desgaste vai ser infinito, pois na vida, você, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos temos de ir encerrando capítulos, virando a página, concluindo etapas ou momentos da vida e seguir adiante.

Não podemos estar no presente com saudades do passado. Nem sequer perguntando-nos por quê? O que passou, passou, e temos que soltar, desprender, não ficar preso ao que passou. Não podemos ser crianças eternas, nem adolescentes tardios, nem empregados de empresas que já não existem mais, nem ter vínculos com quem não quer estar vinculado a nós. Não.

Os fatos passam e temos que deixá-los ir!

Por isso, às vezes, é importante destruir recordações, livrar-se de presentes, mudar de casa, rasgar papéis velhos, desfazer-se de livros ou de objetos que são desnecessários. As mudanças externas podem simbolizar processos interiores de superação. Deixar ir, soltar, desprender-se. Na vida ninguém joga com cartas marcadas e temos que aprender a perder e a ganhar.Temos que deixar ir, virar a página, viver só o presente. O passado já passou. Não espere que lhe devolvam o passado, não espere reconhecimentos, não espere que em algum momento se dêem conta de quem é você.

Solte o ressentimento, ligar o seu televisor pessoal para retornar ao assunto, só vai causar-lhe dano mental, envenená-lo, amargurá-lo. Apesar do tempo não ser linear, a vida está para frente, nunca para trás. O que passou deve servir apenas para que continue a viver com mais sabedoria. Se você anda pela vida deixando portas abertas, nunca poderá desprender-se nem viver o hoje com satisfação. Noivados ou amizades que não se fecham, possibilidades de regressar para que? Necessidade de esclarecimentos, palavras que não se disseram, silêncios que o invadiram: se puderenfrentá-los já e agora, faça-o! Se não, deixe-os ir, encerre os capítulos. Diga a você mesmo que não, que não deve voltar.

Mas não por orgulho, nem por soberba, mas porque você já não se encaixa aí, nesse lugar, nesse coração, nessa habitação, nessa morada, nesse escritório ou nesta profissão. Sua freqüência agora é outra. Você já não é o mesmo que foi há dois dias, há três meses, há um ano. Portanto, não há porque voltar. Feche a porta, vire a página, encerre o ciclo. Nem você será o mesmo, nem as circunstâncias seriam as mesmas, porque na vida nada se mantém quieto, nada é estático. É saudável mentalmente ter amor por você mesmo, desprender-se do que já não está em sua vida.

Recorde que nada, nem ninguém é indispensável. Nem uma pessoa, nem um lugar, nem um trabalho, nada é vital para viver.

Quando você veio a este mundo, chegou sem qualquer adesivo ou etiqueta. Portanto, é apenas costume viver apegado a um adesivo ou etiqueta. E é um trabalho pessoal aprender a viver livre, sem o adesivo ou etiqueta humano ou físico que hoje lhe dói deixar ir.

Mas encerre, feche, limpe, jogue fora, oxigene, desprenda-se, sacuda, solte.Existem muitas palavras que significam saúde mental e qualquer que seja a que você escolha, lhe ajudará definitivamente a seguir adiante com tranqüilidade.

Esta é a vida. Viva!

(adaptação livre do original em alemão de Johann Wolfgang von Goethe / *1749 / +1832)
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Você sabia que Vincent Van Gogh vendeu em vida uma única pintura. Não é inacreditável? Pois é a pura verdade. O gênio somente foi reconhecido após sua morte. Pena!...
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Ainda as mensagens de ano novo. Essa é de Liane Leipnitz que também não está muito otimista para o futuro próximo. Achei ótimo e estou publicando.

Meus queridos e queridas,
mesmo querendo ser um tocha chamejante nestes tempos trevosos, não consigo deixar o diabinho que existe em mim dar sua opinião: o que tenho lido sobre este ano que termina nada tem de auspicioso. A doce ilusão de que uma data vai mudar a vida só funciona para *os muito até demais*, os incautos, os normóticos, os pífios... Melhor seria apagarmos as luzes às 23 horas, vedar os ouvidos com todo algodão que houver, cobrir os olhos e entupir-se de maracujá/champagne? O *réveillon* vazio de tudo, imune até às taças cheias de espuma...Ou não... melhor é a distração, os abraços sociais em quem a gente nem conhece ,e o porre de melancolia! E a espuma do mar no outro dia, o primeiro dia do resto das nossas vidas, com sete pulinhos nas sete ondinhas, lavando nossos pecados e nos trazendo a esperança jupiteriana de que melhores tempos virão? JUPITER, o pai dos deuses e dos homens, personificação do c éu luminoso, que, com seu poder lançava raios, dissipava nuvens, fazia chover com abundância e fecundava a terra, nos dando FÉ, SORTE e PROSPERIDADE está de dono de 2007. Será???
A Morgana do cerrado prefere dar um tônico pra the day after:
A DANÇA DA JICAMA
Quando você estiver com uma sensação esquisita, de enjôo e até de enfado, tome este suco. Vai sentir-se tão bem, que terá vontade de dançar. É excelente para pós festas e voltas audaciosas na montanha-russa.
- 1 jicama média
- 4 cenouras
- 1 maçã
- 1 talo de salsão
Corte a jicama em rodelas finas, a cenoura e o salsão em pedaços de 5 a 7 cm e a maçã em gomos finos. Leve tudo à centrífuga e processe.
Que o NÔVO de fato aconteça!!!
Li,Lila,Lili,Liane ( a Leipnitz)
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quinta-feira, dezembro 28, 2006

2007 está despontando por aí. Já não sei mais se vale a pena comemorar uma data tão sem sentido. Um novo ano entra, e um velho ano que já foi novo, termina. As pessoas se iludem pensando que uma data vai mudar sua vida. Nada muda sem o nosso esforço e isso pode acontecer todos os dias, a qualquer hora.
Sempre final de ano é muito chato e todos os anos repetimos a mesma coisa, inclusive eu.
Gostaria muito que em 2007 eu pudesse mudar e sair da massa. Poder fazer o que se tem vontade sem entrar na loucura da massa humana, qua invadiu esse planeta e vive em condições infames para poder preservar a espécie. Será que é justo?
Matamos, roubamos, mentimos, enganamos, lutamos... para poder nos mantermos sobre essa terra que foi um planeta de vida e de cor. Hoje somos vermes que se arrastam nessa bola chamada terra, poluida e sem cor. Será que vale a pena comemorar?
Vamos refletir e ver se há realmente motivo para brindar.
Happy New Year! (hehehe)
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sexta-feira, dezembro 15, 2006



YES, um filme que vale a pena. O melhor que já assisti nos últimos tempos. Aí vão alguns diálogos do filme.....

Eles dizem que eu faço a melhor faxina do mundo.
Mas óbvio que asseio é uma ilusão.
Mas nós, que trabalhamos com limpeza, sabemos que......
A fonte da sujeira está sempre lá.
Você não consegue se livrar.
Não dá para esconder ou fingir que não existe, enquanto houver vida aqui.
Somos nós.
A pele que trocamos... e também o cabelo.
Eu penso no que faço como uma terapia para as casas.
Sabe, eu vejo freqüentemente a dor marcada em uma cama.
Você vê uma mancha que não deveria estar lá.
É claro que você sabe de cara o que aconteceu.
Mas, aí, você entra em outro quarto, onde ele guarda os “papeis”... como ele diz.
Ele dorme lá de vez em quando também.
(...........)
Duvido que algum dia eles imaginarão que eu sei de tudo.
Eles pensam que somoe pequenos de alguma forma, em corpo e mente.
Nós não fazemos parte do campo de vista deles, somos invisíveis.... fazemos mágica.
Indivisíveis um do outro.
Nós somos uma massa sem alma sem direito a falar...
Só servimos para manter a vida deles limpa e bonita.
“Esteticista”, é assim que deveríamos ser chamadas.
Ou consultores da sujeira.

Não, adorável mulher. Tudo o que quis dizer foi: você é única. A luz do meu dia, o veludo da noite, a única rosa, a mão que quero segurar.... o país secreto, a terra de todos os meus desejos.


A própria vida vem de uma fusão. “Dois” significa junção e separação, atração e rejeição, sim e não.
Não é um solo, mas um doce dueto que é cantado para nos trazer para cá... e depois esquecermos como era antes de nos conhecermos. Foram dois que nos trouxeram para nossa mãe. (E o desejo que nos leva ao amante.)

Nós deveríamos cantar em vez de falar. Ficaríamos livres para chorar ou nos alegrar. No final, sempre há uma escolha.

- Adorável deusa, prostituta e vagabunda. Você é meu amor, é a luz que me guia até você na noite.
- Abraça-me! Abraça-me forte.
- Sua voz, sua pele branca, seu perfume, sua presença me persegue. No meu quarto eu espero por você cheio de desejo. Sua fome parece acender meu fogo, o que posso fazer senão queimar? Estou em chamas por você.
- Antes de te conhecer... Agora sei que eu não estava vivendo. Isto é muito mais do que já senti, meu amor. Você me abraça e me derreto. Eu não sou mais sólida. Eu sou um sentimento.
Você me chama de vagabunda. E eu peço mais. Os nomes. Você já me chamou de nomes que nunca perdoaria se escutasse na rua. De alguma forma, de você, são palavras doces.
- O que posso te dar, mulher de sorte?
Quais outras palavras ou nomes?
Eu transo com você como amante, como rainha. Eu te adorarei com palavras feias e obscenas e tudo mais para te mostrar o quanto te adoro. Maltratar-te com palavras baixas.
Escute-me agora, eu vou murmurar coisas em seu ouvido.... uma torrente de fantasia e sonhos que você nunca confessou a ninguém.
- Sim, por favor. Sim, diga tudo.
- Deixe seus pensamentos proibidos serem ouvidos. Deixe as partes escondidas serem vistas.
- Sim
- O único perigo é que todos os lugares solitários... em que você esteve se dissolvam.... e você poderá ser vista florescendo.
Cantando.
Dançando.
Cantarolando.
Rindo.
Vem cá, meu amor.
Você está gozando!

- Talvez comigo você tenha que sentir.
- “Sentir”, o que?
A perda de todos os nossos sonhos? O nosso fim? Planos vazios para preencher o nada? Redecorar a casa, talvez? Ou comemorar meu aniversário ou alguma outra data. Nosso aniversário.
Vamos acordar em outro lugar. Vamos dar um tempo... ir para uma praia e sentir a dor do vazio.
Se cansar, você lê um livro. Depois iremos comer em algum lugar caro que você odeie... para você virar a cara como se a culpa fosse minha.
Você acha que gosto de pensar que falhei?
Acha que gosto de sentir que te prendi num inferno... onde envelhecemos juntos, desejando não estar aqui?
Eu aprendi que não sentir nada é melhor.
- Houve um tempo em que havia amor. Deve ter havido. E foi você quem disse que a conversa era afrodisíaca, porque ela fluía. Como o néctar ou como um suco.
Dane-se! De que adianta?

- Meu corpo virou uma propriedade sua. Agora eu o quero de volta. Como sempre foi. Mas tudo o que eu disse era verdade.
Como eu te adorei!
Sim!
Você foi divina!
- Tem algo estranho nas suas doces palavras. Minha dúvida é tão grande que está envenenando minha mente. Eu tenho que fazer essa pergunta amarga.
Fazê-la é muito indigno, irmão, pois você disse... que não havia mais ninguém para você, que eu era seu país secreto. A terra dos seus sonhos.
Então... quem é ela?
- Nenhum corpo de mulher me tenta. Por favor, acredite quando digo que... jamais te deixarei por causa de outra mulher.
Quem seria minha deusa escarlate?
- Mas eu nunca pedi isso... para me vendar os olhos e procurar por um beijo.
Minha mente está em chamas. Onde uma vez minhas pernas se... enrolaram de desejo por você, agora tudo o que sinto é ódio.
Eu quero te atacar. Te esfaquear. Te apunhalar pelas costas. E fazer com que sinta o poder da minha vingança, seu galanteador hipócrita!
- Um hipócrita?
Eu não sou mentiroso.
O que eu posso fazer para te purificar a mente?
Eu preciso te lava. Sim, da cabeça aos pés.
- O que você disse?
- Como pode duvidar de mim?
- Me lavar?
Você vê alguma sujeira?
Não vê como suas palavras machucam?
- Divindade
- Não me chame assim. Não sou eu.
- Em longas tardes senti os teus braços sobre mim... senti você, senti o encanto do corpo no corpo, da pele na pele. Mas, quando meu sangue está dizendo que é pecado....
- Agora espere. “Sangue”? “Pecado”?
O que está acontecendo?
- Eu me lembrei quem sou.
Os velhos sábios dizem que todo amor dado pela mulher nos distrai. Nos dizem que a riqueza espera por aqueles que superam a tentação... para atender a um chamado mais elevado.
Você está me pedindo para dar as costas, cair em pecado.
- Você consegue me olhar nos olhos e dizer que sou o seu pecado?
Você acha mesmo que não sou limpa? Uma vagabunda de segunda mão, uma máquina de transar? Uma distração suja de alguma forma obscena?
Olha, eu não sou apenas sua “deusa” ou “rainha”. Eu sou qualquer coisa... que escolher do século XXI, incluindo sua professora ou rei!
- Eu te fiz deusa e rainha. Eu te coroei.
- Foda-se! Quem você pensa que é?
- Eu já falei: você não é um rei!
É o meu papel.
- Senhor, desculpe-me. Eu esqueci. Você é o filho; e eu, não. Eu sou a filha, logo inferior.
- É você, seu povo... que se acha superior. Vocês querem governar, querem estragar. Querem nossas terras, nosso petróleo! Você acha isso civilizado?
Seu país é um dragão cuspindo fogo. Terra de marcas e fantasia: Big mac, big burguer, sim, big tudo.
E você, americana loira, é magra demais. Esbelta demais. Não é feminina. E a sua pele também: muito pálida, insípida. E seus olhos muito azuis.
Por que você me faz sonhar com você?
- Então estamos em guerra?
Seu terrorista!
- Imperialista!
- Preconceituoso!
- Vaca!
- Como chegamos nisso? Como me confundiu com eles?
Olha, eu não sou só americana, sou irlandesa também.
- E daí? Você tem raízes em algum lugar, mas esqueceu que é qualquer coisa... exceto poderosa. The big boss!
Você escuta nossas crianças gritarem, mas não tem dó, porque não são suas.
- Isso não é justo. Eu não pedi para fazer o que fizeram. Eu não tenho orgulho. Tenho vergonha.
Olha, eu sou uma só. Eu sou eu.
- “Eu isso, eu aquilo”.
Cada um de nós somos nós. Não estamos sozinhos.
- Eu sei. Eu concordo.
Eu não sou sua inimiga.
Como isso começou?
- De Eluis a Eminem, a arte de Warhol...
Conheço suas histórias, suas músicas de cor. Mas você conhece a minha?
Não, todas as vezes sou eu que me esforço, eu aprendo a rima do seu inglês.
E você conhece alguma palavra da minha língua, ao menos uma?
Você sabia que “Álgebra” era um homem árabe?
Você já leu a Bíblia?
Você já leu o Alcorão?
- É por isso que está me rejeitando?
- “Rejeitando”? Não, eu não rejeito. Mas, sim, eu exijo respeito.
Você disse que me queria. Mas como o que?
Seu “outro” exótico? Seu brinquedinho de estimação? Seu amante secreto?
Você me compra com cartões de crédito em restaurantes. Você me quer só para te satisfazer?
Não vê que ser desejado, não pelo que sou, não por minha nobre ascendência, mas pelo meu corpo, destrói minha dignidade?
Seu orgulho está ferido? Você está se sentindo pequena e machucada? Mas posso caminhar de cabeça erguida quando as pessoas cospem na minha cara por ter medo de mim?
Onde está o meu lugar de orgulho e honra neste jogo onde até.... pronunciar o meu nome é uma impossibilidade?
- Estou ouvindo. Fale mais.
- Na sua terra eu não sou visto. Eu sou um desafortunado.
Você não imagina, com os privilégios da pele branca..... e os direitos humanos que lhe são garantido... como eu preciso lutar para cada coisinha
.
















Se e quando eu morrer eu quero ver você chorar... arrancar os cabelos. Seus gritos de agonia no ar. Quero ver você bater no peito... e alugar suas roupas e todo o resto. E soluçando, cair na minha cama. Eu quero saber que estou morta.
Eu quero saber que sou parte de você e que você não suporta minha ida. Quero ver você vestida de preto, com os olhos vermelhos de cansaço... por noite mal dormidas de sofrimento. Eu quero ouvir seu protesto na minha partida. Eu quero te ver nos braços de alguém gemendo. Ver você chutar uma cadeira e socar a parede e, reclamando, cair no chão... e gritar.
Eu quero saber que isso não é apenas um sonho.
Eu quero que minha morte seja como minha vida.
Eu quero a bagunça a batalha e o conflito. Quero lutar e ver você lutando por mim.
Eu quero ouvir... o seu arrependimento pelas coisas que não disse e não fez.
Na verdade, queria isso antes da minha morte.
Não os deixem demoverem-na ou fazerem-na ir, ou dizer que não é bom para mim... ou que para mim será difícil ir. Não é verdade.
Quero ver você sofrer.
Não me deixe afundar no silêncio, toda devota e educada.
Vamos fazer barulho!
Uma luz diferente encherá a sala.
Eu quero que minha morte te acorde e que você se sinta só.
E, quando eu for, quero ouvir você gritar.
- Não, não, não...
- Mas eu partirei
- Não, não. Por favor, não morra.















A sujeira não acaba. Ela só muda de lugar. Algumas coisas queimam ou são enterradas. Mas fogo faz fumaça, fuligem e sujeira... e as coisas enterradas surgem depois de um tempo. Viajam devagar. Pode-se dizer que se arrastam. Só tem água por baixo, infiltrada.
Deus nos deu olhos que não vêem muito, ou ficaríamos loucos. Nunca iríamos querer tocar de novo uma cama, ou sofá ou uma cadeira... se pudéssemos ver o que tem neles.
Há milhares delas. Muitas coisas com pernas. Elas furnicam e deixam seus ovos. Eles adoram nossa sujeira, vivem do que deixamos lá. Sobrevivem com pedaços nossos que morrem.
Mas menores que os ácaros são os germens.
Bem, fazemos o possível. Esfregamos e esfregamos... mas eles voam quando espirramos, nas gotas úmidas, cheias de doença.
Aí, tudo o que temos que fazer é respirar... e eles estão em nós, tentando nos matar. Não só os germens. Eles não parecem se os piores.
Há os vírus.
Alguns dizem que foram os primeiros a existir. E, por serem tão pequenos, não podem ser limpos nunca.
É por isso que no final não existe uma limpeza impecável. Você manda a sujeira embora para outro lugar. O trabalho nunca termina, é o que descobri.
Talvez a terra seja uma bola de penugem.
Alguns grandes limpadores dizem:
“Chega”.
É assim que sobrevivemos.
Por que não? Nós somos os parasitas que Deus esqueceu..
A verdade é que nunca desaparecemos. Apesar de tudo o que tememos... certamente não acabamos com a morte, por mais que as funerárias tentem.
Cada criatura alimenta outra. Todos são mães de todos. Ou, no mínimo, um tipo de hospedeiro.
Quando expiramos, talvez mudemos um pouco, mas não desaparecemos.
Não, nós deixamos uma marca. Uma impressão digital. Alguma bagunça. Talvez alguma dor, medo, ou dúvida, no coração de alguém.
Com certeza deixamos uma bagunça quando partimos.


Quando você olha de perto nada vai embora. Só muda. Como a noite vira dia, e o dia vira noite. Mas nem isso é verdade. È uma questão de ponto de vista, dependendo de onde se está na terra.
E, no fim, não vale a pena desperdiçar a vida.
Você não pode. Porque tudo o que você faz ou diz está lá, para sempre. Deixa provas.
Na verdade, é senso comum: não existe o “nada” absolutamente. Pode ser muito, muito pequeno, mas ainda está lá.
Na verdade acho que o “não” não existe.
Há apenas o “SIM”.




quinta-feira, dezembro 14, 2006

"Quando eu morrer voltarei para buscar os instantes que não vivi junto ao mar"
Sophia de Mello Breyner

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quarta-feira, dezembro 13, 2006

Poesia

Sophia de Mello Breyner Andrese (Poeta que Bethânia homenageia no Mar de Sophia)

Se todo o ser ao vento abandonamos
E sem medo nem dó nos destruímos,
Se morremos em tudo o que sentimos
E podemos cantar, é porque estamos
Nus em sangue, embalando a própria dor
Em frente às madrugadas do amor.
Quando a manhã brilhar refloriremos
E a alma possuirá esse esplendor
Prometido nas formas que perdemos.


Achei esta poesia dela que não está no CD e gostei muito, resolvi publicar.
Maria Bethânia lançou dois novos CDs que são maravilhos. Todo o cuidado com o repertório, a parte gráfica dos CDs e o tema, que são as águas dos rios e mares, é perfeito. O mar de Sophia dedicado aos mares, e, Pirata dedicado aos rios. Uma verdadeira mistura de águas doces e salgadas, que juntas desaguam numa cascata de poesia, música, ritmo, interpretação e emoção que só Bethânia o sabe fazer.Muito bom mesmo..... Vai aí uma definição de um jornalista do show PIRATA:
Neste espetáculo, Bethânia celebra as águas que banham os sentimentos mais profundos: dos amores e desamores, da relação com a terra e tudo que dela emana, do enlace entre o sagrado e o humano, da reverência às próprias referências.
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É muito bom conseguir uma coisa que se deseja. Uma taça de chá, por exemplo, ou mesmo passar nas provas do mestrado e é por isso que estou aqui para brindar com chá, uma de minhas bebidas preferidas, tomo todos os dias, bom, para brindar a minha entrada para a academia novamente. Vai ser muito divertido voltar a estudar, isso que é o mais importante..... Vou adorar fazer esse trabalho. Nem acredito que consegui a única vaga na minha área. Grande mestre.......hehehe! Posted by Picasa

domingo, dezembro 03, 2006

Frederic Chopin

Comprei um cd que se chama "Nocturne" tocadas por Rubinstein. Maravilhoso, mas tem uma faixa, a 7, que é: Piano Concerto No.1, Op. 11 de Chopin que é incrível. Ele só toca a Romance: Allegro, mas é muito lindo. Quase que uma transmutação. Para quem gosta é uma boa dica. Adoro Chopin, se eu fosse pianista só tocaria ele.  Posted by Picasa

terça-feira, novembro 28, 2006

Fernand Khnopff

Né en 1858 en Flandre orientale, dans une famille de magistrats, Fernand Khnopff passe son enfance à Bruges, où son père est substitut du procureur du roi. Peu après la naissance de sa soeur Marguerite, qui sera son modèle favori, la famille Khnopff quitte Bruges pour Bruxelles, où le père a été nommé juge. Fernand Khnoptf fait ses études à la Faculté de Droit de Bruxelles, et en 1876, il entre à l'Académie des Beaux-Arts de Bruxelles, où il est l'élève de Xavier Mellery. En 1877-1880, il séjourne fréquemment à Paris, où il fréquente l'Académie Jullian. Membre fondateur du Groupe des XX à Bruxelles en 1888, Khnopff participe aux expositions du groupe dont il réalise une des affiches.En tant que graveur, Khnopff pratique surtout la pointe sèche. Il en exécute treize durant la période 1898-1906, qui ne portent pas de signature, ni de monogramme. Elles ont très fréquemment pour thème des attitudes féminines. Posted by Picasa
Quanto tempo sem passar por aqui!?...... Parece que esqueci de mim, sim, pois esse blog faz parte do meu EU, e quando o abandono é como se estivesse abandonando a mim mesmo.
Talvez não quisesse escrever para não ter que vasculhar meu íntimo. Ele estava muito bagunçado, mas agora estou retomando e podendo olhar para dentro de mim e ver o que precisa ser ajustado.
Sempre quando um ano acaba a gente faz mil e um projetos para o ano seguinte. Normalmente ficam somente no projeto e muitas dessas coisas não se realizam.
Ainda não pensei o que quero realizar em 2007. Só sei de uma coisa quero muita paz e harmonia para poder continuar a viagem do tempo.
De uma coisa é certo, quero sair desse mundo de carcaças e entrar no tranparente, ser transparente com as pessoas.
Lá fora faz cinza, mas o sol brilha dentro de mim e isso é bom demais. "Soleil illumine mon être".
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sexta-feira, novembro 17, 2006

"Prefiro ficar só, com minha ilusão, que matar a esperança de amar, no meu coração." Posted by Picasa

domingo, novembro 05, 2006

Netuno oposição sol

Netuno oposição sol, olha só:
Período de confusão e de dúvidas em relação a nós mesmos. Antes, podemos ter caminhado e agido com toda confiança, mas agora não estamos tão seguros acerca de nosso poder, valor ou identidade. Eventos externos podem ter desencadeado esses sentimentos - alguém receber a promoção que esperávamos ser nossa, a perda de um emprego, ou o final de um realcionamento que significava muito para nós. Cansaço, desatenção e depreção, são palavras chaves desse período. O objetivo é de podermos efetivamente nos reconstruir de uma nova forma. Algo precisa morrer para que nasça algo novo. Netuno implica em permitir a nós mesmos morrer na forma que até agora nós conhecemos, para que possamos reemergir com um novo senso de quem somos.
Estou entrando nesse trânsito e fico por aqui um bom tempo, pelo menos até o final do ano. Pode!?
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quarta-feira, novembro 01, 2006

Felizmente passou o mes das bruxas. Elas estavam soltas atacando nossos sonhos, nossos desejos, nossas vidas. Espero que tenham ficado perdidas neste mes de outubro. Novembro fechou as portas para elas. Fiquem com seu halloween em suas vassouras voadoras perdidas no tempo e no espaço. Deixe-nos sonhar e viver em paz novamente....... Posted by Picasa

sexta-feira, outubro 13, 2006

"Por que precisa você de um texto se sua voz e interpretação sem auxílio dele são mais expressivas e significativas do que quaisquer palavras?" Dorotee Eberlein Posted by Picasa